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A
PÁGINA DE LEON D' ARGON
Da
Inglaterra, escreve o escritor e filósofo
brasileiro Leon D'Argon.
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RAP-PÚBLICA
"Existem
administradores regulares que um belo dia se
enganam e são demitidos. Também
existem aqueles que se equivocam por décadas,
para depois - de serem tomados com muito bons
- serem desmascarados. Mas há os que
constróem uma carreira inteira de falcatruas
e nunca sequer são acusados - estes são
os in(dis)pensáveis."
Por
todos os lugares onde divulgam as suas mensagens
estridentes os papagaios apregoam que eu moro
na República dos Quebra Molas. Sou então,
como nós nos chamamos por aqui, um quebra,
e ser quebra significa conviver nesta bela e
alegre charada - a maior de nosso continente.
Digo isto sem medo pois a nossa imensa Quebra
Molas é terra especial, terra que as
grandes safras sempre nos abençoam, mas
cuja riqueza tropical está empenhada
- há mais de século - em duplicadas
vencidas. Duplicatas que jazem, ameaçadoras,
nos cofres dos espertos banqueiros de alguns
países frios, ou de banqueiros frios
de alguns países, espertos- o que dá
no mesmo.
Nossa
capital foi planejada em 1824 por um heróico
major que lutou, anteriormente junto com os
portugueses, contra as tropas de Napoleão
Bonaparte. Ele, após muito meditar, optou
por situá-la, estrategicamente, em um
sítio longe dos dois grandes mares: o
mar de Yemanjá - por onde poderiam chegar
piratas, corsários e frotas alienígenas
e assim tomar facilmente a nossa bela capital;
e o mar dos miseráveis que historicamente
teimam em proliferar e, vamos dizer, poderiam
com seus estomacais brados deseducados prejudicar
a nossa eficiente administração
pública. Desta forma , cerca de 130 anos
depois , o parlamento e o executivo concluíram
o derradeiro projeto. Graças a vários
esforços de convocações
extraordinárias que quase quebram a caixa
econômica de Quebra.
Dizem
as línguas ferinas, dos pirarucus oposicionistas,
que a demora nada tem a ver com a nossa cultura
mas sim devido a dificuldade de se encontrar
um nome adequado para colocar nas cópias
das plantas e diagramas. Mas o certo é
que só depois que um grande arquiteto,
o melhor paisagista do continente e um genial
urbanista avisaram o presidente que seria de
bom tom ele interromper as suas aulinhas de
cavaquinho - extremamente prioritárias
para o futuro de Quebra Molas - e inaugurar
a capital já pronta, é que o nosso
congresso, um pouco ressentido, conseguiu encerrar
o seu dinâmico debate - debate mais que
secular. Assim foi batido o martelo - e a cidade
batizada ganhou o nome de Vendeta. E desde então
- conforme apregoam os papagaios, os periquitos,
as caturritas, as araras, as maracanãs
e as jandaias - únicas fontes dignas
de fé aqui em Quebra Molas - Vendeta
passou as ser o seu nome.
Temos que ressalvar que a cidade foi muito bem
construída e todo mérito se deve
endereçar à equipe de planejadores
light - a nossa única experiência
interdisciplinar que deu certo. Mas com o tempo
as inerentes agruras políticas transformaram
Vendeta em um imenso acantonamento e a posterior
degradação urbana fez dela um
ninho chocho. Perdão pelo trocadilho
mas chocho-light seja talvez um perfeito apelido
para o plantel de condutores que lá de
Vendeta nos governam.
Mais
recentemente os pesquisadores começaram
a preparar os documentos que serão divulgados
durante o carnaval de quinze dias - uma cerimônia
modesta para 200 milhões de convidados-
que se realizará por ocasião da
comemoração dos nossos duzentos
anos de independência. E assim os leigos
e laicos passaram a ter conhecimentos de outras
versões sobre o batismo de nossa belacap.
As três principais versões são
as seguintes:
De acordo com os nossos historiadores a eterna
relação de conflito entre
colonizados e colonizadores fez a cidade incorporar
uma maldição que consome as populações
pobres de algumas regiões italianas -
ou mesmo umas poucas cidades do nordeste brasileiro.
Lá ,como em Vendeta, os homens são
rigidamente educados só para crescer,
acumular ódio e matar os homens da família
rival. Modernamente este costume familiar foi
globalizado e hoje pode-se matar indiscriminadamente
, pois é o mercado quem deve ditar as
regras sanguinárias - e nunca os preconceitos
consangüíneos.
Assim
Vendeta seria uma capital com um espírito...
um espírito de porco - que está
se espalhando por Quebra Molas e tenderia a
tornar a violência dos justiceiros e os
linchamentos de inocentes em espetáculos
tão rotineiros quanto o futebol em países
latinos.
Já
os nossos mais sérios humoristas dizem
que o vocábulo Vendeta não deriva
do italiano e tampouco de maus exemplos brasileiros,
mas seria sim uma espécie de convite,
ou saudação, de gentis anfitriões.
Saudação normalmente endereçada
às embaixatrizes que visitam a nossa
hospitaleira República, e na língua
popular - falada pelos quebras - Vendeta significaria
: Vem! detá comigu na rede.
Finalmente
os representantes do comércio, local
e internacional, que por hábito profissional
não contestam nenhuma da outras duas
versões já apresentadas já
que cresceram e enriqueceram se dando com Deus
e o Diabo, juram por todos os profetas que a
nova cidade quando começou a ser construída
se implantou sobre uma bucólica vila
que já existia. Onde havia uma parada
de tropeiros - famosa pela venda localizada
ao pé de uma refrescante bica d'água
potável. Ali, dizem eles, naquela birosca,
bolicho, vendinha ou vendeta, durante as longas
manhãs quentes se matava a sede; à
tarde se matava o tempo; e a noite - por pura
falta do que fazer - se planejava como matar
(caso o texto precise ser secionado , corte
aqui) a proverbial alegria do nosso povo.
Doravante
qualquer turista que nos visitar poderá
escolher, e divulgar, a versão que mais
lhe satisfazer, mas por favor não pense,
ou diga, que nós desta terra, somos capazes
de viver em um outro lugar do planeta, pois
isto soará como infâmia. Veja bem
,não seria a ausência de : futebol;
das comidas; das praias; do batuque; das cachoeiras;
ou das belas montanhas que nos provocariam depressão.
O que nos traria saudade mortal seria Ela -
a insubstituível Vendeta - a capital
cujas tragicômicas ordens transforma o
nosso cotidiano num dos mais desafiantes do
mundo .Por exemplo:
- Se uma música boa , que contém
letra inteligente, começa a ser muito
solicitada, pronto! Vendeta a proíbe;
- Se se combinar um campeonato de brigas de
galos, Vendeta persegue;
- Se as moças começam a se banhar
de biquínis, Vendeta fica possessa;
- Se um ditador sanguinário, ou famigerado
golpista, é expulso de alguma república
vizinha - certamente Vendeta o acolherá
com banda de músicas e lhe doará
uma casa digna de um embaixador;
- Se nos comícios de estudantes estes
clamarem por um TCHE- podem estar certos que
Vendeta nos providenciará um pino...
um PINOTCHE.
- Se os eleitores de uma das províncias
rejeitam, nas urnas, um político medíocre-
Vendeta fatalmente o transformará em
ministro de estado;
- Se jogo de apostas, ou bingo, começar
a empregar muita gente- Vendeta acabará
com todos os bingos.
Mas
nem tudo é repressão , também
há muita boa intenção.
Por exemplo se um tesoureiro de financeira sumir
com um livro-caixa ,ou sonegar impostos e isto
se tornar alvo da imprensa , podem anotar que
Vendeta de forma magnânima o anistiará
e transformará em primeiro ministro.
Ou
seja quanto mais povo de Quebra Molas tenta
ser feliz, mais Vendeta se afasta dele e se
assume como...como Vendeta.
Há
mais de meio século que por mais que
converse com pesquisadores, fale com os nossos
sábios e leia os documentos sagrados
de nossa Rap-Pública creio que mais me
afasto da possibilidade de estar a altura da
hiperbólica lógica de Vendeta.
Claro
que todos o nossos governantes trabalham e são
de conduta irretocável pois nas prontas
reações de Vendeta reside a maior
prova da constante vigilância governamental
.E , a verdade se diga, quando deseja ,o nosso
governo é um dos mais rápidos
do mundo. As vezes a gente adormece com umas
moedas velhas guardadas no banco, ou sob o colchão,
e se depara, ao despertar, com um porta voz
de Vendeta anunciando o portal dos paraísos
da nova economia. Economia esta movida por uma
circunferência monetária totalmente
nova e moderna- mas cujo passaporte de entrada
normalmente exige que se desvalorize as nossas
suadas poupanças em 30 ou 40%.Coisa pouca
, coisa muito pouca para nós - que colocamos
Vendeta acima de tudo.
O
mundo não precisa temer, pois acredito
que nem eu nem meus conterrâneos corremos
o risco de ver a capital sumir do mapa, pois,
Vendeta veio para ficar .Além de seu
Plano Diretor não ter autorizado a construção
de nenhuma torre, ela é alheia ao sistema
de GPS .E só se pode chegar aos seus
portais depois de percorrer um trajeto superior
ao caminho de Santiago. Partindo de Pasárgada
deve-se dobrar 100 léguas após
ultrapassar Santa Fé/RS e , pernoitando
em Macondo , após um bom galope, corre-se
o risco de avistar Quelônia- a nossa colônia
cibernética - que dista de Vendeta apenas
1.000 côvados. A dificuldade de achá-la
é tamanha que os nossos incansáveis
mandatários, fatigados, muitas vezes
pernoitam em outros países...
Hoje
a maior charada planetária é se
verificar que os países e os grande banqueiros
internacionais, que outrora nos avalizaram empréstimo
, tornaram-se os nossos credores mas , paradoxalmente,
não conseguem ser tão felizes
como nós.
Segundo
Nedlaw, meu centenário papagaio,(Sic.)
: -" só povos inseguros não
valorizam seus governos pois é muito
confortador ver o sol nascer todos os dias e
saber que temos um governo - todo nosso- voltado
para o difícil afã de nos aborrecer".
Ned Curropaco ! fala isto do alto de suas penas
embranquecidas pelo tempo - que o fazem mais
parecer uma cacatua cheia de autoridade. Autoridade
de quem comeu churrasco na festa de fundação
do Grêmio e assistiu a primeira locomotiva
nacional ser e vendida para um ferro-velho,
pois esqueceram-se de encomendar, e construir
a ferrovia - mas isto é outra história.
Já
que os povos que contam com governantes ortodoxos
não conseguem ser felizes - e talvez
isto explique os suicídios dos suecos
e finlandeses. Pretendo me dedicar à
suprema missão de exportar ,aos tristes
povos dos países ricos, o estrato Real
de nossa alegria - já que o atual torrencial
envio de Reais não lhes basta:
- Vendeta senhores credores é o segredo
da infinita alegria nacional .A sua lógica
ímpar nos desgoverna tão candidamente
que nos torna o povo mais feliz do mundo.
Também
o velho Ned , talvez como herdeiro da sabedoria
de seu compadre Gimbo(1), recomenda que se evite
com crônicas, artigos e livros correr
o risco vil da popularidade.
Afinal,
toda a popularidade é fruto da alegria
do povo. E alegria - toda ela - é capaz
de provocar a suprema ira de Vendeta.
Então caro leitor leia este texto MAS
POR FAVOR não o divulgue..
Leon
D'Argon - Um "Quebra" navegando na
baía de Bota Amarela. Ago 2004
(1)
Gimbo - nome do heróico papagaio que
testemunhou a Masada ocorrida na antiga Velópolis-
Fonte - MARSICO, Gladstone O.( obras disponíveis
na biblioteca de Boa Vista).
CINZAS
NO PARAÍSO
O
estado de apatia latino-americana nos remete às
cinzas. Não só as da quarta-feira
pós-folia onde todos depois de buscar na
alienação um pouco de sossego retornam
a realidade. Mas as cinzas das notícias
que apontam para:
- um decrescimento econômico só visto
nos tempos de Collor;
- uma crise crescente na Venezuela;
- e para a repetição anunciada,
e aparente, de um paradigma golpista no Haiti.
Neste
último caso devemos louvar a informação
da revista Carta Capital que foi a única
a furar este consensual-bloqueio contra o Presidente
Aristide e nos informou que os seus problemas
começaram quando ele se predispôs
a elevar o Salário Mínimo e realmente
estava concretizando isto.
Quem,
também nas cinzas, deve estar se remoendo
é o imortal líder Toussaint Louverture
que além de libertar o país e derrotar
juntos a escravidão e os generais de Napoleão
soube se impor como consolidador da Paz em toda
aquela ilha onde hoje o Haiti compõe uma
parte.
Infelizmente,
Louverture foi vitimado por uma conspiração
francesa que o levou à morte de forma traiçoeira
- no século XIX.Toussaint se oporia hoje,
certamente, a dúbia posição
do governo Francês - que pateticamente se
aliou aos cortesãos do consenso.Mas o certo
é que quase todos estão em busca
das migalhas do lar doce dólar americano
e... do presidente deposto não se fala
mais.
No
Brasil, a esquerda que hoje se apalaciou no planalto,
teria muitos motivos para colocar a boca no trombone,
pois Aristide é oriundo da costela política
que se criou para substituir os socialistas, comunistas
e trabalhistas, sob a benção da
Santa Madre Igreja.Teologia da Libertação
este parece que era o seu nome, mas hoje talvez
a própria Igreja Católica tenha
se afastado de Aristide como começa a se
afastar do senhor presidente L. Inácio,
e isto não conseguimos compreender. Mas
o certo é que se realmente houve uma deposição
tutelada por potências estrangeiras naquele
país o seu ex-presidente vai aguardar no
exílio e sem padrinho a história
lhe fazer justiça.
Nossos tropicalientes compositores
ousaram cantar, na Bahia, que o Haiti é
aqui. Mas temos que discordar radicalmente, pois
com a publicação do valor do salário
mínimo aprovado para o próximo primeiro
de maio já se pode saber que o senhor Luís
I. não pretende correr os mesmos riscos
corridos pelo seu colega haitiano.Talvez a sua
assessoria tenha oPTado não
por uma via latino-americana, mas por uma linha
mais européia, similar a via trilhada por
Lec Walesa na Polônia, e que se não
foi interrompida drasticamente, também
em nada colaborou para a construção
de uma Polônia melhor ou de uma ampliação
da qualidade de vida de seus colegas da base sindical.
Bem,
poderia argumentar algum crítico de nossa
apatia, a maioria da população é
negra no Haiti... e talvez os nossos movimentos
negros pudessem dedicar um minuto de mídia
eleitoral ou publicitária para denunciar
este golpe, concretizado com maestria gélida,
nos trópicos, mas temo que também
o que está em pauta no momento é
a África, a Jamaica ou outros temas mais
calientes, e assim a brasa da indignação
vai se resfriando sob as cinzas de nosso continente.
Continente que só a falta de solidariedade
impede de se transformar no verdadeiro paraíso
em terra.
Londres,
Leon D'Argon, 22 de abril de 2004
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O
Gênio do Lago Norssul
para
Janaína Monteiro Reisdorfer
Era uma vez um país tropical, com nome
carbonário, que conseguiu depois de séculos
e séculos de esforços eleger um
simples mecânico de torniquetes para o maior
cargo da nação. À sua posse
todo o mundo compareceu e logo Call Amares,
este era o seu nome, e a prima dama Maresia
foram habitar o palácio residencial na
capital.
Os
dias foram se passando, os hábitos e os
amigos mudando, e a dama "prima" resolveu
apreender a jogar golfe, afinal todas as mulheres
de estadistas do mundo praticavam este esporte.
Aproveitou que o marido ressonava em uma rede
e partiu para o gramado onde começou a
praticar ... passados cinco minutos o primeiro
mandatário foi despertado pelo barulho
de uma vidraça se quebrando e bastou sentar
na rede para intuir tudo o que tinha acontecido.
Depois de ouvir as explicações da
esposa decidiu ir rapidamente a mansão
vizinha, na mesma margem do lago, para se desculpar
e indenizar o proprietário.
Quando
entraram na residência vizinha encontraram
um senhor de bermudas e sobre a mesa, na sua frente,
uma garrafa de vinho Concha & Toro
quebrada.
Falou o proprietário:
- Ah foram vocês que quebraram a minha vidraça?
Sim - respondeu o casal - iniciando um rosário
de desculpas esfarrapadas e se oferecendo para
indenizar o prejuízo.
Mas a voz do senhor de bemudas voltou a soar forte:
- Pagar...? Ninguém falou em pagar nada.
Pelo contrário eu quero agradecer-lhes.
Pois sou um gênio e estava há séculos
aprisionado naquela garrafa. O que vocês
fizeram foi me libertar e portanto lhes ofereço
o que é costumeiro - os três pedidos
regulamentares nesta situação -
só que só autorizarei um pedido
para cada um de vocês e um para mim. Está
combinado?
- O nosso casal passou da vergonha a alegria em
segundos e é claro, concordou com a proposta
do gênio.
E
assim, a senhora fez seu pedido. Pediu para ser
a melhor jogadora de golfe do mundo. O gênio
não só lhe assegurou que isto aconteceria
como lhe presenteou - da sua imensa coleção
- um taco com cabo de marfim..
O seu marido lhe sucedeu e pediu para passar para
a história como o melhor presidente da
nação. O gênio também
lhe garantiu que isto seria feito e que ele nunca
seria esquecido pelos seus conterrâneos.
Ambos
já iam se despedir, quando o gênio
lhes lembrou que também ele tinha direito
a um pedido, para encerrar a série de três.
E começou a lhes contar da sua longa e
sacrificada abstinência sexual e da necessidade
que tinha de por a sua ... vamos dizer escrita
sexual em ordem... Ambos se compadeceram do gênio
e ele lhes demonstrou que como era super ativo
antes de ser aprisionado o seu saldo negativo
estava na ordem de cento e setenta milhões
de transadas, logo era este o número que
lhe colocaria em "condições
zero de comidas". Logo o que ele desejava
era uma autorização presidencial
para "F" toda a população
de uma só vez, caso não a obtivesse
os outros dois pedidos seriam anulados e não
se falava mais no assunto. O casal confabulou,
dialogou e falou em conjunto que:
- Diante do auxílio dado a ambos e a nação
até que achavam o pedido modesto . E assim
o presidente rascunhou e assinou a autorização
para que Faruk Moamed Ille - este
era o nome do senhor de bermudas - fizesse o que
bem entendesse com toda a nação.
E depois cordialmente, como bons vizinhos, se
despediram e retornaram ao palácio para
preparar as malas pois fariam mais uma rotineira
viagem internacional na madrugada seguinte.
A
partir daquela noite o povo todo pagou caro o
"atraso" do gênio. Gritos, gemidos,
sussurros e berros foram ouvidos por todo o país,
menos no palácio residencial que ficava
bem afastado das áreas urbanas, para permitir
que a família presidencial nunca perdesse
o sono.
Logo
após desembarcarem no aeroporto de Miami,
lugar para onde vão os novos ricos e neo-poderosos,
e desfazerem as malas no interior da suite presidencial
do melhor hotel, a primeira dama chamou um taxi,
e dando uma beijoca no marido, seguiu para o campo
de golfe onde haveria um campeonato só
para primeiras damas. Toda feliz, com suas roupas
confeccionadas pelo melhor costureiro da RQM,
e muito segura de si pois "afinal ela tinha
a força"...ou melhor ela tinha o taco
do mago...
No
estádio fez a sua inscrição
e segundo o resultado do sorteio foi colocada
a jogar contra uma adversária da Tailândia,
uma quase garota, bonitona mas muito esguia, e
para o seu estonteante espanto foi derrotada vergonhosamente
e o pior - o taco da adversária era feito
de um reles bambu. Voltou para o hotel chorando
e encontrou o mandatário bêbado,
cabisbaixo e reclamando que ao visitar o consulado
para assinar uns documentos foi visto por vários
conterrâneos, que não lhe deixaram
nem acenar pois lhe destinaram uma vigorosíssima
vaia, resultado: regressou para o hotel em carro
blindado e cercado de forte aparato de segurança,
similar aqueles que se vêem nos filmes sobre
o Rio de Janeiro. Olharam um para o outro sem
atinar nenhuma solução e então
chamaram o ministro José De-cewin,
um complexo vigoroso que ganhara fama no combate
aos radicais livres, para lhes aconselhar.
Horas
e horas foram gastas nas tele-reuniões
com vários conselheiros internacionais
e no final o presidente encarregou o ministro
para questionar o Gênio sobre os seus dissabores,
e isto foi feito na madrugada seguinte.
- Alo! é da casa do mago Faruk ?
- Sim , é ele mesmo que está falando
e pode chamar-me pelas minhas iniciais.
- Senhor F... aqui é o ministro De-cewin
e estou falando em nome do presidente, da primeira
dama e de toda a nação - estamos
diante de um sério problema de estado pois
a primeira dama foi derrotada no campeonato de
golfe e o presidente ganhou uma tremenda vaia
em frente ao consulado de Miami. O que é
que o senhor tem a dizer sobre isto?
- Olha aqui seu Win, eu posso saber a idade média
do casal presidencial?
- Acho que o senhor esta fugindo completamente
do tema, mas como isto não é segredo
nacional eu posso lhe adiantar que ambos estão
com um pouco mais de cinqüenta anos.
- Então por favor pergunte a eles se com
esta idade eles não tem vergonha de ainda
acreditar em gênio-de-garrafa... ?
Leon
D'Argon na República
dos Quebra-Molas, 30 de abril de 2003
P.S.
Mas, o que podemos aproveitar desta estória
?
1-Realmente
segundo o insatisfeito Linnus Pauling que - após
ganhar um prêmio Nobel e viveu mais de 90
anos e ganhou outro prêmio Nobel - a vitamina
C é um complexo que se ingerido em doses
superiores a um grama por dia inibe os radicais
livres.
2-Pode-se
quebrar quase tudo na casa de um Latino-americano...
menos uma garrafa de Concha & Toro.
3-
Todos podem acreditar em duendes, mula-sem-cabeça
e gênios da lâmpada ou da garrafa
... mas crer em gênio saindo da garrafa
de bermuda ah...! Isto é demais.
4-
O FMI assume muitas faces e as vezes nem
Jeová consegue nos salvar.
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El
misterioso y al parecer insondable Sr. Bush
Por León D'Argon |
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En
un reciente artículo, un famoso escritor
Brasileño involucrado con los problemas medioambientales
y también un analista sutil de la realidad
occidental, comenta: "...La guerra es algo
que se hace para ganar más dinero"
lo que recuerda la economía de EE.UU. y al
analizarla nos trae a la memoria la comprobación
de que cada vez que el imperio - ya no occidental
sino ahora, hegemónicamente, mundial - se
ha zambullido en periodos de retroceso, ha habido
siempre conflictos convenientes y oportunos de naturaleza
bélica para dinamizar su economía
estancada. |
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En
estos momentos de los primeros días de
marzo de 2003, la inminencia de guerra de EE.UU.
contra Irak bajo un clima de tensión aumentado
también por los medios de comunicación,
un niño brasileño de seis años
de edad, sin que alguien se lo preguntase, emitió,
mientras jugaba con sus automóviles de
plástico, la siguiente frase simple y directa
a su padre: "lo que Bush quiere es matar
gente."
El
subsuelo de los EE.UU. tiene reservas de petróleo
que deberán estar agotadas en 2004. El
área crítica en cuestión
está cerca del Mar Caspio, que guarda la
tercera parte de las reservas existentes confirmadas
de petróleo y gas del mundo.
Es
bastante difícil para un ser humano común
entender este juego de intereses implicados en
esa realidad estratégica que parece haber
causado por varias veces tribulaciones de dimensiones
inesperadas. Éstos son los depósitos
al futuro, la zona es gran exportadora de petróleo,
y claro, una guerra puede empeorar la crisis económica
Occidental y Japonesa.
Pero,
es completamente necesario recorrer a quien ya
es parte de la historia: Osama Bin Laden. Hay
un toque enigmático en las revelaciones
del escritor francés Richard Labéviere
autor del libro "El Terror":
"Antes del ataque terrorista contra las
Torres del WTC y el Pentágono, agentes
de la CIA tenían resultados frecuentemente
desastrosos en sus acciones terroristas - el
francés agrega - a pesar de los anuncios
del Departamento de Estado de querer capturar
Bin Laden, se afirma - dentro de la administración
americana - que quizás sería mejor
encontrarlo con una bala en la cabeza, o directamente
asesinado por el Talibán o por los servicios
norteamericanos de inteligencia, porque, si este
señor prestase declaraciones a una Corte
de Justicia, podrá poner en marcha, inevitablemente,
alguna tipo de 'Irangate', un `Bin Ladengate'
bastante difícil de ser controlado".
Nada
más sorprende en cualquier magnitud, no
obstante, en este caso, el bastidor está
cargado con armas de fuego, arsenales terroristas,
petróleo, mucho petróleo, y, de
repente, hasta armas nucleares para no hablar
de armas químicas y biológicas.
Lo
que más asusta es la revelación
sorprendente de que uno de los 51 hermanos de
Osama Bin Laden tenía negocios con la familia
Bush, antes de morir en un raro accidente de aviación
en los EE.UU., lo que nos lleva pensar que la
numerosa descendencia de Mohammed Awad Bin Laden
siempre ha sido diplomáticamente, como
corresponde a un buen y sensato millonario, capaz
de participar y agitar en cualquier parte en los
más variados y heterogéneos negocios
en el mundo.
Cuando
el fundador de la dinastía murió,
el comando de sus poderosas compañías
y del grupo diversificado fundado por él,
pasó a las manos del hijo mayor, Salem
Bin Laden, quien continuó las actividades
en la construcción pesada además
de hacer inversiones muy fuertes en el negocio
de armamentos así como en las finanzas
internacionales.
Salem
murió cuando su avión BAC 1-11 se
estrelló en Texas, EE.UU., después
de haber hecho un acuerdo de negocios con una
compañía en la cual la familia Bush
tenía participación. Según
una investigación del New York Times,
Salem participó en 1980, un poco antes
del accidente, en una reunión confidencial
con agentes de la CIA y representantes Iraníes.
Durante
esa reunión, se habría planteado
que los rehenes americanos, entonces prisioneros
en la embajada de EE.UU. en Teherán, la
capital Iraní, serian libertados una vez
que Ronald Reagan hubiera ganado la Presidencia.
Este acuerdo terminó por demoler la reelección
de Jimmy Carter.
No
existían las pruebas de algo que confirmase
eso en la presencia de la Justicia, pero el promotor
que acompañó el caso; levantó
la posibilidad de que Salem habria sido víctima
de un complot después de ser técnicamente
clasificado como un "testigo comprometedor."
Sin
embargo, de acuerdo a las revelaciones en paralelo
de ese terrible imbróglio y quizás
sea por esa razón que uno ve un panorama
difícil de ser descifrado, por eso el mismo
escritor Brasileño dice: "...no
sería una sorpresa la suposición
de que el terrorista Osama Bin Laden muera de
vejez. Fue así con Ho Chi Min, de Vietnam,
con Aiatolá Komeini, lo esta siendo con
Fidel, con Kadafi - y, sobre todos, con el saludable
Iraquiano Sadam Hussein."
Esto
puede ayudar entender la razón de por qué
existe tanta suciedad debajo de la alfombra: un
proverbio antiguo, usado entre las amistades y
sociedades de negocios: "Dime con quien
andas y te diré quien eres." Sin
embargo, el pequeño niño brasileño
parecería ya haber nacido sabiendo esto
mejor que nadie.
León
D'Argon es Brasileño, Filósofo
y Escritor vive en Londres desde 1967.
Texto
enviado por email a Voz IberoAmericana por el
autor en Marzo de 2003 y traducido al Español
por GT-Traducoes
de Grosrem.
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O
misterioso e aparentemente imcompreensível
sr. Bush
por Leon D'Argon |
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Em
recente artigo, um famoso escritor Brasileiro
ambientalista e arguto analista da realidade nacional
e ocidental comenta: "...guerra é
algo que se faz para ganhar mais dinheiro",
o que após analisar a historia da economia
dos EUA, leva-nos à lembrança e
constatação de cada vez que o império,
não mais ocidental senão, agora,
hegemonicamente, do mundo, mergulhou em períodos
de recessão, sempre apareceram convenientes
e oportunos conflitos de natureza belicista para
disparar sua estagnada economia.
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Vive-se,
nestes momentos de março de 2003, a iminência
da guerra dos EUA contra o Iraque num clima
de tensão mediática ao ponto de
uma criança brasileira de 6 anos, sem
ninguém a questionar, emitiu o seguinte
conceito para pai,enquanto brincava com seus
carrinhos de brinquedo: "O que Bush
quer é matar gente".
No
subsolo dos EUA, as reservas de petróleo
deverão estar já exauridas em 2004.
A região da crise está próxima
ao Mar Cáspio, albergando a terceira parte
das reservas, comprovadamente existentes, de petróleo
e gás do mundo.
Resulta
difícil para o simples mortal entender
o jogo de interesses gerado por essa realidade
estratégica, o que parece ocasionar muitas
vezes trapalhadas de dimensões imprevisíveis.
São depósitos a futuro, a zona é
grande exportadora de petróleo e está
claro que uma guerra pode agravar a crise econômica
do Ocidente e do Japão.
É
preciso voltar ao que já se tornou historia:
Osama Bin Laden. Há um toque de enigma
nas revelações do escritor francês
Richard Labéviere, autor do livro O
Terror: "Antes do atentado terrorista
contra as Torres do WTC e o Pentágono,
amiúde agentes da CIA tinham resultados
desastrosos em ações terroristas
- acrescenta o francês - a pesar
dos anúncios do Departamento de Estado
de querer capturar Bin Laden, afirma-se - na administração
estadunidense - que talvez seria melhor encontrá-lo
com uma bala na cabeça, ou diretamente
assassinado pelo Talibã ou os próprios
serviços norte-americanos, porque, se este
senhor prestar declarações perante
uma corte de justiça, desatar-se-á,
inevitavelmente, um tipo de Irangate, um `Bin
Ladengate' difícil de ser controlado".
Já
nada mais surpreende. Só que neste caso,
o telão de fundo está carregado
de armas de fogo, arsenais terroristas, petróleo,
muito petróleo, e, de repente, até
armas nucleares para não falar das armas
químicas e biológicas.
O
que mais estarrece é a surpreendente revelação
sobre um dos 51 irmãos de Osama Bin Laden
ter tido negócios com a família
Bush, antes de morrer num estranho acidente de
aviação nos EUA, o que leva a pensar
que a prole numerosa de Mohammed Awad Bin Laden
tem estado, discretamente, como corresponde a
todo bom milionário que se prece, sempre
inserida e agitando nos mais diversos e heterogêneos
negócios em qualquer lado do mundo.
Quando
o fundador da dinastia morreu, o comando das empresas
do poderoso e diversificado grupo criado por ele,
passou às mãos do filho mais velho,
Salem bin Laden, que continuou com as atividades
na construção civil e pesada, além
de efetuar fortes investimentos no negócio
de armamentos e nas finanças internacionais.
Salem
morreu quando seu avião BAC 1-11 espatifou-se
no Texas, EUA, após ter pactuado negócios
petroleiros com uma empresa na qual os Bush tinham
participação. Segundo uma investigação
do The New York Times, Salem participou
em 1980, pouco antes do acidente, numa reunião
secreta com agentes da CIA e representantes iranianos.
Teria
sido acordado, naquela reunião, que os
reféns americanos, então prisioneiros
na embaixada dos EUA, em Teerã, a capital
iraniana, seriam liberados uma vez que Ronald
Reagan ganhasse a Presidência. Acordo este
que acabou por demolir a reeleição
de Jimmy Carter.
Não
houve provas de nada daquilo perante a justiça,
mas o promotor que acompanhou o caso, assinalou
ser possível Salem ter sido vítima
de um complô, devido a sua classificação
técnica como "testemunha comprometedora".
No
entanto, por as revelações em paralelo
do terrível imbróglio - e talvez
seja por isso - o que se vê é um
panorama de difícil decifração
pelo que el mismo escritor Brasileño escribe:
"...não seria de surpreender se
o suposto terrorista Osama Bin Laden haverá
de morrer de velho. Assim foi com Ho Chi Min -
do Vietnã, com o Aiatolá Komeini,
está sendo com Fidel, com Kadafi - e, mais
do que todos, com o, aparentemente, saudável
iraquiano Sadam Hussein".
Mas,
quiçá possa ser de ajuda para compreender
o porquê de tanta sujeira embaixo do tapete,
a aplicação de um velho adágio,
nas amizades e nas sociedades de negócios:
Diz-me com quem andas e te direi quem es.
Entretanto, parece ser que a criança brasileira
já nasceu sabendo disto melhor do que ninguém.
Leon
D'Argon é Brasileiro, Filósofo
e Escritor, reside em Londres desde 1967.
Texto
enviado por email a Voz IberoAmericana pelo autor
em Março de 2003.
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The
mysterious and apparently unfathomable Mr. Bush
By Leon D'Argon |
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In
a recent article, a well-known Brazilian writer
concerned with environmental issues and also a
subtle analyst of western reality, comments: "...war
is something that is done to make more money",
which reminds USA economy that after analyzed
takes us to remember the verification that every
time the empire - not western anymore but of the
whole world hegemonically - dove into recession
periods, there have always been convenient and
opportune conflicts of warlike nature to release
its stagnated economy.
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On
these moments of March 2003 first days, the imminence
of war of USA against Iraq in a climate of tension
improved too by media, drove a 6 year-old Brazilian
child, without anybody questioning him, to emit,
while playing with his toy cars, the following
simple sentence to his father: "what Bush
wants is to kill people."
USA
subsoil petroleum reserves should be already exhausted
by 2004. The critical area involved is close to
the Caspian Sea, housing the third part of world's
confirnmed existant reserves of petroleum and
gas.
It
is quite difficult for an ordinary human being
to understand this game of interests involved
in that strategic reality, that seems to have
caused for several times tribulations of unexpected
dimensions. These are deposits to future, the
zone is a great exporter of petroleum, and of
course, a war can worsen the Occidental and Japanese
economical crisis.
But
it is absolutely necessary to return to what is
already becoming history: Osama Bin Laden. There
is an enigmatic touch in Richard Labéviere´s
revelations, a French writer, author of the book
"The Terror": "...before
the terrorist attack against the WTC Towers and
the Pentagon, CIA agents had frequent disastrous
results in terrorist actions - the French
adds - in spite of the Department of State
announcements of wanting to capture Bin Laden,
it is affirmed - inside the American administration
- that perhaps would be better to find him with
a bullet in his head, or directly murdered by
Taliban or by North American intelligence services,
because, if this gentleman would submit declarations
to a Court of Justice, he will start up, unavoidably,
some sort of Irangate, a `Bin Ladengate' quite
difficult of being controlled" .
Nothing
else surprises to any further extent, nevertheless,
in this case, backstage is loaded with firearms,
terrorist arsenals, petroleum, a lot of petroleum,
and, suddenly, even nuclear weapons not speaking
of chemical and biological weapons.
What
frightens most is the surprising revelation that
one of Osama Bin Laden's 51 siblings had businesses
with the Bush family, before he died in a weird
aviation accident in the USA, what leads us to
think that the numerous progeny of Mohammed Awad
Bin Laden has always been tactfully, as it corresponds
to all good and sensible millionaires, participating
in the most various and heterogeneous businesses
anywhere in the world.
When
the dynasty founder died, the command of his powerful
companies and the diversified group created by
him, passed to the oldest son's hands, Salem Bin
Laden, who continued activities in heavy construction
besides some very strong investments in armaments
business as well as international finances.
Salem
died when his BAC 1-11 airplane crashed down in
Texas, USA, after having agreed on an oil business
with a company in which the Bush family had participation.
According to an investigation of The New York
Times, Salem participated in 1980, a little
before the accident, in a secret meeting with
CIA agents and Iranian representatives.
During
that meeting, it would have been brought up that
American hostages, then prisoners at the USA embassy
in Teheran, the Iranian capital, would be liberated
once Ronald Reagan had won the Presidency. This
accordance ended up by breaking down Jimmy Carter's
reelection.
There
were not proofs of anything concerning that to
be taken to the presence of Justice, but the promoter
that accompanied the case; pointed out to be possible
Salem had been victim of a plot after being classified
technically as a "compromising witness".
However,
in accordance to revelations in parallel of that
terrible imbróglio - and perhaps for that
reason one sees a diffucult panorama to be deciphered,
as for the same Brazilian writer wrote: "...it
would not be a surprise the supposition of having
terrorist Osama Bin Laden died of old age. It
was like this with Vietnam's Ho Chi Min, with
Aiatolá Komeini, it is being with Fidel,
with Kadafi - and, above all, with the healthy
Iraquian Sadam Hussein ".
An
old proverb used among friends and business societies
may help to understand the reason of why there
is so much dirt below the rug: "Tell me
whom you walk along with and I will tell you who
are". Nevertheless, the small Brazilian
boy would seem already to have been born knowing
this better than anybody.
Leon
D'Argon is a Brazilian Writer and a Philosopher.
He resides in London since 1967. Text emailed
to Voz by the author last March 2003 and translated
into English by Guillermo Ortega
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