|
A Facilitação do Comércio
no Fórum de Cooperação Econômica
Ásia - Pacifico
Por Arturo Meza Barragán (*)
Um dos objetivos
essenciais do Fórum de Cooperação
Econômica Ásia - Pacífico
(APEC) é promover a facilitação
do comércio entre as 21 economias-membro.
Esta meta vem se obtendo através de reformas
numa ampla gama de setores que vão das
políticas de competência visando
facilitar o acesso aos mercados; simplificação
e redução de procedimentos administrativos
para melhorar a eficiência do setor público;
até o melhoramento da infra-estrutura de
transporte (portos, aeroportos e estradas) para
reduzir os custos do comércio de mercadorias.
Estes avanços
têm permitido a economias como Singapura
não mais solicitar aos importadores e exportadores
a apresentação de 21 formulários
diferentes e sua entrega a 23 agências diversas
do governo (processo de aprovação
que demorava entre 15 a 20 dias). Agora, por intermédio
do TradeNet (portal eletrônico),
pode ser apresentado um único formulário
para todas as agências e enviá-lo
em versão eletrônica, conseguindo
assim, sua aprovação em poucos minutos.
Isto, tem permitido Singapura ter um superávit,
em termos do crescimento anual dos salários
reais, acima de US$ 1 bilhão.
Outro exemplo: o México graças à
sua reforma na regulamentação do
transporte terrestre vem conseguindo um superávit
próximo dos US$ 5 bilhões e 400
milhões e uma redução no
custo do transporte estimada em 23%. Finalmente,
China através de sua reforma na regulamentação
dos investimentos estrangeiros, tem permitido
o ingresso de empresas asseguradoras internacionais,
captando um superávit de US$ 6 bilhões
e 200 milhões.
O Fórum APEC,
através de seus diversos grupos de trabalho,
tem incentivado as economias-miembro a facilitar
o comércio através de iniciativas
exatas como são: o Cartão de Viagens
de Negócios da APEC, o comércio
sem papeis nas Alfândegas, as técnicas
de administração do risco nas Alfândegas,
a harmonização das nomenclaturas
tarifárias, melhores práticas do
comércio eletrônico, entre muitas
outras.
Em outubro de 2001,
como resultado da Reunião dos Líderes
em Xangai, as economias-membro se comprometeram
a reduzir em 5%, até o ano 2006, os custos
de transação em toda a região
APEC. Alguns estudos mostram que esta redução
poderia incrementar o Produto Interno Bruto da
região APEC em 0.9% (US$ 154 bilhões)
e incrementar o consumo real em 5.5%. Este compromisso
é um grande desafio para as economias-membro
da APEC.
O Peru tem avançado
muito no referente ao marco legal que regula a
competência e os investimentos no mercado,
sendo uma das economias da APEC com maior abertura
ao investimento. Entretanto, nossa competitividade
vê-se afetada pela falta de infra-estrutura
moderna que facilite e agilize o transporte de
carga a menores preços. Além de
termos de melhorar a conectividade ao interior
do país para dessa maneira ter fretes internos
competitivos na produção proveniente
da Sierra ou Selva. Por último, devemos
trabalhar para estar interconectados com os nossos
países vizinhos para assim, nos tornarmos
o Centro do Comércio da Ásia, Pacífico
e América do Sul.
(*)
Membro da Direção APEC - Vice Ministério
do Comercio Exterior MINCETUR
|